quinta-feira, 7 de junho de 2012



                 O Combustível para o Sucesso do Jovem: Auto confiança !
Desarrumada e mal vestida, a menina negra, magra pela fome e não pela anorexia, desceu o morro carioca para tentar a sorte no programa de calouros de Ary Barroso. Era o momento áureo do rádio que, dos anos de 1930 a 1950, revelou grandes nomes da MPB.
Na fila de inscrições estavam lindas jovens bem vestidas e a menina favelada olhava para elas sem qualquer medo. Tinha apenas treze anos e já era mãe. Seu bebê estava doente e ela precisava fazer algo para conseguir algum dinheiro. No corredor os calouros aguardavam o chamado e em seguida entravam trêmulos.
- Elza Gomes da Conceição, sua vez! Após ouvir seu nome, a menina cruzou a porta do estúdio. Cerca de mil pessoas a aguardavam. O programa era o maior sucesso na época e no palco estava o grande Ary Barroso, autor de “Aquarela do Brasil”, pois ele próprio acompanhava os calouros ao piano.
Ao ver a menina com no máximo 35 quilos, subindo ao palco completamente desengonçada, usando uma roupa emprestada e ajustada com alfinetes para conter as sobras de pano, duas marias-chiquinhas, a platéia explodiu na risada. 
O apresentador do programa arrumou os óculos e disse, friamente:
- Aproxime-se.
Ela ignorou as gargalhadas e foi até ele.
- O que você veio fazer aqui? – perguntou intrigado. 
- Ué, eu vim cantar. – disse ela com o ar mais inocente desse mundo. 
- Mas quem disse a você que você canta? – Eu! – falou com voz firme. 
- Diga-me uma coisa: de que planeta você veio? – questionou de forma ácida.
Ela respirou fundo e lhe respondeu:
- Eu vim do planeta-fome, seu Ary. Do mesmo planeta de onde o senhor veio.
Nesse momento o auditório se calou. Ali estava uma adolescente cheia de bravura, desafiando o grande ícone da música brasileira, lembrando que ele próprio também tivera um berço pobre e que havia passado por dificuldades acerbas como as que ela no momento passava.
Silencioso, Ary apontou para ela o microfone e deslizou seus dedos no teclado em seguida.
A menina então começou a cantar com a voz afinada e ao mesmo tempo arranhada, rouca, única, apresentando efeitos que ninguém jamais tinha ouvido.
No final, o mesmo público que riu tanto dela em sua chegada vibrou de emoção e encheu o estúdio de palmas. Ela as recebeu chorando, abraçada com Ary que, igualmente muito emocionado, disse:
- Senhoras e senhores, nesse exato momento acaba de nascer uma estrela.
Elza Soares, em seu livro “Cantando para não Enlouquecer”, narra sua história repleta de momentos de superação como esse. 
Podemos nos perguntar: o que faz alguém como ela chegar à vitória, vencendo obstáculos tidos com intransponíveis, atravessando oceanos de dificuldades?
O que move uma alma na direção da excelência em qualquer área, fazendo com que até mesmo os maiores problemas se transformem numa espécie de combustível para vôos mais altos?
O que produz essa certeza de que não há porque recuar e que vale seguir adiante?
Resposta: Auto-confiança.
Ter convicção do nosso próprio potencial e sentir que é possível fazer algo valioso, com aquilo que já guardamos em nosso interior, é uma espécie de elemento mágico que promove a química do sucesso.
Pessoas que não acreditam em si mesmas acabam não deixando aflorar o imenso poder que já possuem.
Mas aqueles que têm convicção das suas habilidades e talentos e que, por outro lado, também são capazes de reconhecer seus pontos fracos, se colocam no caminho do crescimento. Ter auto-conhecimento para perceber aquilo que podemos melhorar não significa sentir-se pequeno, fraco, mas representa poder de percepção para melhorar continuamente.
Portanto, se confiamos em nós mesmos podemos ver, com tranqüilidade, aquilo que nos falta, ao mesmo tempo em que notamos aquilo que já possuímos de bom.
Esse duplo foco nos desperta uma grande energia na busca dos nossos propósitos.
Como dizia Henry Ford: “Se você acredita que pode ou se você acredita que não pode, de qualquer jeito estará certo”.
Estou convicto de que a história de Elza Soares, essa fantástica cantora da nossa terra, pode ser inspiradora para você.
Ela nos lembra o quanto podemos fazer diferença no mundo quando, diante das dificuldades, respiramos fundo, acessamos recursos latentes e seguimos firmemente na direção dos nossos sonhos.
Vou dizer algo para você e espero que lembre sempre disso. Duas palavras bem simples mas que expõe a minha crença de que você tem grande força interior, bem como o meu desejo de que mostre ao mundo seu potencial.
                                                                Você pode!

sábado, 2 de junho de 2012

Prazeroso á carne, a Bíblia trata como pecado? Como renunciar a estes desejos se eles fazem parte da natureza humana?

Somos muitas vezes escravos dos nossos desejos, sem ao menos ter consciência. Pedro fala um pouco sobre isso, (2:19) que nos tornamos escravos do que nos vence. O que nos vence é o vício, os desejos, dívidas, saúde, em tão ele nos destruirá. Se nosso vício é sexual ficamos escravos do sexo libertino, exagerado e sem controle.
A carne nos faz promessas, afirmações vazias, como: só hoje e paro, não importa o que desejamos, sempre prometemos a nós mesmos que damos conta de parar. São como poços sem água, e servem para destruição de quem não os enxerga. Comparo o desejo da carne com o vento da chuva, vem faz uma bagunça tremenda, muito barulho, mas é levada embora, deixando muita sujeira, mas água para limpar o tempo não vem. Fica uma sensação ruim, o nariz seco e nada resolvido. Corremos a toa, retiramos roupas do varal a toa, deixamos de sair por nada.  São geradas grandes expectativas em nossos corações e nada, fica apenas o vazio no final.
Frieza moral: especialmente aqueles que, seguindo a carne, andam em imundas concupiscências, e desprezam toda autoridade. Atrevidos, arrogantes, não receiam blasfemar das dignidades” (v.18).
O desejo quando domina o coração de uma pessoa o seu raciocínio parece foge. Ficamos como que cegos. Não importa como, mas eu vou realizá-lo. As pessoas que não tem controle do desejo se tornam escravas dele, e quem está a sua volta torna-se escravo da sua loucura. Este desejo não são de Deus, é destruição para sua alma, loucura para vida, caminho de destruição e morte. Cilada do inferno. “Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não vem do Pai, mas sim do mundo. Ora, o mundo passa, e a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus, permanece para sempre.” (I João 2:16-17).
Quando eu digo NÃO ao desejo da carne, eu me livro da escravidão. Chega de viver escravo do meu desejo, das minhas loucas vontade. Sem pensar que cada ato, seja ele pequeno ou grande alguém sofrerá suas consequências, seja eu e minha família ou outros que nem sei quem são. Se roubo alguém fica sem, se abuso sexualmente, alguém sofre. Somente Deus em Cristo Jesus pode mudar os desejos da carne e transforma-los em domáveis por nós. Devemos levar cada pensamento a Cristo, seja qual for não importando hora e lugar. Não seja escravo da sua carne, deixe-a sobre os pés da cruz de Cristo.
A momentânedade com o que se dá os prazeres não é duravel, mais a vida eterna nunca morrerá...